Num artigo de opinião, António Barreto reflete sobre a trajetória política de Portugal, destacando a raridade de consensos amplos como o Bloco Central estabelecido por Mário Soares e Mota Pinto. O autor argumenta que a dinâmica parlamentar e política do país tem sido, na sua maioria, marcada por uma postura de isolamento e por interesses egocêntricos dos diversos partidos. Segundo Barreto, esta tendência para a fragmentação e a falta de cooperação estrutural contrasta com momentos excecionais de convergência, sugerindo uma crítica à forma como as forças políticas nacionais têm gerido a governação e o diálogo democrático ao longo das últimas décadas.
Source : Público

