Num contexto global onde os hábitos de preparação de refeições domésticas estão em declínio, a gastronomia mantém-se como um pilar fundamental para a manutenção de laços afetivos e culturais. A cronista Lu Rodrigues reflete sobre como o ato de cozinhar transcende a mera necessidade biológica, transformando-se num veículo de transmissão de heranças familiares e sentimentos de pertença. Ao preparar pratos tradicionais, os indivíduos conseguem mitigar a saudade e assegurar que as suas raízes brasileiras sejam preservadas e partilhadas com as gerações futuras. Esta prática culinária funciona, portanto, como um ato de resistência e de continuidade identitária num mundo cada vez mais acelerado e menos dedicado à cozinha.
Source : Público
