A autora Lu Rodrigues argumenta que a ausência de serviços públicos essenciais voltados para o cuidado infantil gera consequências diretas na vida das mulheres. Ao não garantir suporte adequado para as famílias, o Estado acaba por restringir a permanência feminina no mercado de trabalho. Essa falha estrutural não apenas dificulta a conciliação entre carreira e maternidade, mas também limita a autonomia das mulheres na tomada de decisões sobre o seu próprio futuro. O texto destaca que a independência feminina é prejudicada quando o sistema falha em oferecer as condições básicas necessárias para o exercício pleno da cidadania e da liberdade de escolha laboral.
Source : Público
