O Rei Felipe VI prepara-se para visitar Ceuta em outubro, numa altura em que o território enfrenta um desafio migratório persistente. Estima-se que entre 15 a 20 mil imigrantes permaneçam na cidade autónoma após a entrada massiva ocorrida há nove semanas. A ausência do primeiro-ministro Pedro Sánchez na comitiva real é interpretada por analistas como um reflexo de tensões institucionais. O cenário político espanhol é descrito como complexo, com o governo sob escrutínio judicial devido à gestão da crise e à falta de clareza sobre os números reais de pessoas no território. Críticos apontam para uma instrumentalização política da imigração, enquanto a situação humanitária se agrava, com relatos de menores a serem redistribuídos pelo país e pessoas a pernoitarem em espaços públicos, num contexto de polarização política em Madrid.
Source : Observador
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