O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, tem optado por uma postura de confronto perante as manifestações públicas em vez de privilegiar a via do diálogo. Segundo uma análise de Manuel Carvalho, esta estratégia reflete uma necessidade premente do governante em demonstrar a sua capacidade de liderança e controlo. Ao utilizar estes momentos de tensão social como uma vitrine para a sua própria afirmação, Montenegro procura estabelecer uma nova identidade política, focada na exibição de autoridade. Esta abordagem sugere que o chefe do executivo encara a gestão dos protestos não como um desafio a ser resolvido através da negociação, mas sim como uma oportunidade para consolidar o seu poder e provar que detém o comando do país perante o eleitorado e os seus adversários.
Source : Público

